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	<title>Instituto Hartmann Regueira</title>
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		<title>GIFE 2012: Mesa discute o papel do investimento social na reputação das empresas</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 17:52:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Diversas questões acerca do papel do investimento social na reputação das empresas foram debatidas hoje na mesa formada por José Olympio Pereira, do Credit Suisse, Ana Luisa de Castro Almeida, do Reputation Institute, e Cristopher Pinney, do Aspen Institute, com mediação de Margareth Goldenberg, da Repense Comunicação. Os participantes iniciaram as discussões a partir da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diversas questões acerca do papel do investimento social na reputação das empresas foram debatidas hoje na mesa formada por José Olympio Pereira, do Credit Suisse, Ana Luisa de Castro Almeida, do Reputation Institute, e Cristopher Pinney, do Aspen Institute, com mediação de Margareth Goldenberg, da Repense Comunicação.</p>
<div id="entry-content">
<p>Os participantes iniciaram as discussões a partir da afirmação de que, nos novos tempos, a imagem pública das instituições está no centro da discussão social. Mas para a sociedade civil, a reputação de uma empresa ultrapassa as noções sobre a qualidade de seus produtos ou serviços.</p>
<p>Para Ana Luisa, a reputação não é retrato de ações imediatas, mas do valor que as empresas geram aos relacionamentos construídos ao longo da história. Projetos sociais apoiados devem refletir a essência da organização. O tripé governança, cidadania e ambiente de trabalho agrega os temas que a sociedade mais considera.</p>
<p>“Nos 32 países em que atuamos, percebemos que o grau de transparência e ética de uma organização impactam muito na percepção das pessoas sobre as instituições”, afirma. Segundo pesquisas citadas por ela, a sociedade brasileira atenta para projetos que invistam no futuro do país. Assim, Ana acredita na importância de alinhar os interesses públicos atuais aos da instituição.</p>
<p>José Olympio se concentrou na importância de mensurar os impactos do investimento social para os acionistas, que são bem vistos, quando executado com a mesma eficiência e transparência que os negócios lucrativos da empresa. “Bem conduzido, o investimento afeta positivamente os stakeholders e consumidores, que se tornam leais à companhia. A percepção dos funcionários também muda e eles se tornam mais produtivos. A empresa ganha mais aceitação comunitária”, diz.</p>
<p>Projetos mal executados, por sua vez, podem colocar reputações por água abaixo. “Se o investimento não estiver no DNA da empresa, haverá risco dela ser desmascarada”, completou Ana. Para Olympio, às consequências podem ser desastrosas especialmente se gerar repercussão negativa não apenas na imprensa, mas nas redes sociais.</p>
<p>Pinney endossou o pensamento dos colegas e reforçou o poder do investimento social para mudar o comportamento dos acionistas. Ele apresentou um novo estudo do Aspen Institute que aponta as iniciativas sociais como geradoras de valor para marcas e companhias. “Fica claro que, pelo menos nos EUA, as pessoas estão dispostas a pagar mais por produtos e serviços de empresas responsáveis da mesma forma em que tendem a rejeitar empresas com impacto sócio-ambiental negativo. Os acionistas compreendem este quesito”, diz.</p>
<p>Ele também ressaltou a força e uma governança voltada para a sustentabilidade. “Os jovens que ingressam hoje no mercado de trabalho têm valores sociais bastante fortes e identificam empresas com pensamento semelhante quando escolhem um lugar para trabalhar. O investimento social pode ajudar a reter talentos e torná-los mais comprometidos, especialmente quando a comunicação interna os convoca para os processos decisórios. Empresas globais, por exemplo, devem se esforçar para comunicar projetos locais às suas filiais no mundo todo”, afirma. Longe da máxima de que quem faz o bem não deve alardeá-lo, Ana Luisa acredita que a comunicação externa deve ser adotada para gerar percepção positiva, mas não deve superar o investimento dos projetos. “Há empresas que gastam mais para divulgar o projeto do que com ele mesmo”, diz.</p>
<p>Olympio e Ana também debateram sobre o investimento social em tempos de crise. Ele compreende que as corporações optam por cortar o que não é mensurável. “Projetos de longo prazo ficam, mas é natural que haja oscilações. São dificuldades que acontecem a contragosto e afetam empregos, por exemplo”. Já Ana acredita que as empresas devem pesar muito antes de descontinuar projetos, pois também há riscos dela comunicar uma visão unicamente ligada a lucros e aos efeitos do investimento social para a marca, refletindo numa imagem desonesta com os próprios valores.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.congressogife.org.br/">http://www.congressogife.org.br</a></p>
</div>
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		<title>7º Congresso GIFE apresenta detalhes de sua programação</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 20:12:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Congresso, que acontece de 26 a 30 de março, no Hotel Sheraton, em São Paulo, debaterá as novas fronteiras do Investimento Social Privado no Brasil. A sétima edição do Congresso GIFE, evento bienal realizado pelo GIFE – Grupo de Institutos Fundações e Empresas, reunirá cerca de 1000 lideranças nacionais e internacionais para sinalizar uma direção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Congresso, que acontece de 26 a 30 de março, no Hotel Sheraton, em São Paulo, debaterá as novas fronteiras do Investimento Social Privado no Brasil.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.congressogife.org.br/2012/"><img class="alignleft size-full wp-image-397" title="GIF-0002-11_banner_site_gife_op01_vs02" src="http://www.institutohr.org.br/wp-content/uploads/2012/03/GIF-0002-11_banner_site_gife_op01_vs02.jpg" alt="" width="120" height="60" /></a>A sétima edição do Congresso GIFE, evento bienal realizado pelo GIFE – Grupo de Institutos Fundações e Empresas, reunirá cerca de 1000 lideranças nacionais e internacionais para sinalizar uma direção estratégica para o investimento social privado (ISP) no Brasil, apresentando uma perspectiva global durante o evento, que acontecerá de 26 a 30 de março, em São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O Congresso GIFE precederá a realização da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que além de abordar um tema central para o investimento social nas próximas décadas, simboliza também os 20 anos de um marco fundamental da construção da sociedade civil brasileira. A Rio+20 apresenta-se como uma oportunidade para refletir sobre o papel do investimento social no contexto de uma nova economia verde, inclusiva e responsável, que demanda também um redimensionamento na inserção dos investidores nesse cenário.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">“Buscamos inovação em várias áreas, que vão desde aperfeiçoar o que vem sendo feito nos últimos anos no setor, a novas agendas políticas em que os investidores estão envolvidos, como por exemplo, uma nova organização econômica, a sustentabilidade e a Rio +20”, argumenta o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O tema “Novas Fronteiras do Investimento Social”, que aborda, de um lado, a necessidade de trabalhar de forma inovadora questões já tradicionais do setor (como educação, saúde e meio ambiente) e, de outro, entende os novos desafios postos ao investidor, permeará todas as atividades do congresso, desde sua sessão de abertura, na qual será realizada uma reflexão sobre o estado atual do investimento social no Brasil, com a palestra do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, até a de encerramento, quando estarão reunidos grupos associativos que lidam sob diferentes focos com o desenvolvimento social do Brasil – CEBDS &#8211; Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, Instituto Ethos, Greenpeace, Pacto Global, Fundação Carlos Chagas e GIFE.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Na programação, destaque também para temas como “<em>Crowdfunding </em>e doações individuais”, “O investimento social na construção da reputação das empresas”, “Relação Sociedade Civil e Governo”, “Parcerias empresa-governo no investimento social”, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre buscando oferecer o mais atual e aprofundado conteúdo sobre ISP desenvolvido no Brasil e no mundo, o GIFE convidou para palestrar e conduzir as dinâmicas do congresso ícones do setor, como Paula Johnson, diretora do The Center for Global Philanthropy. Paula realizou um levantamento com a Global Equity Initiative (GEI), da Universidade de Harvard, sobre a ampliação do papel do investidor social na melhoria da equidade global.</p>
<p style="text-align: justify;">Concomitantemente às mesas, durante todo o dia 29/3, ocorrerá o “Open Space”, espaço no qual os participantes são convidados a gerar a agenda do encontro liderando pequenos grupos de discussão. “Vamos buscar, de forma transversal, introduzir novas metodologias de trabalho para aproveitar ao máximo não apenas os palestrantes, mas também investir em condições efetivas para valorizar as experiências e vivências que os próprios participantes trazem”, reconhece o secretário-geral do GIFE.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.congressogife.org.br/2012/programacao/programacao-detalhada" target="_blank">Clique aqui e confira</a> a programação detalhada do congresso, as atividades paralelas e algumas biografias dos palestrantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Para acompanhar diariamente as atualizações do 7º Congresso GIFE, visite o <a href="http://www.congressogife.org.br/">www.congressogife.org.br</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>PDG.org</title>
		<link>http://www.institutohr.org.br/projetos-realizados/pdg-org-on-line/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 13:24:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Um programa avançado de formação, com foco em GESTÃO, destinado às organizações sociais. É constituído de Módulos de Ensino, compostos de trabalhos presenciais e a distância (via internet) e de um processo de Coaching Social para cada organização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um programa avançado de formação, com foco em GESTÃO, destinado às organizações sociais. É constituído de Módulos de Ensino, compostos de trabalhos presenciais e a distância (via internet) e de um processo de <em>Coaching</em> Social para cada organização.</p>
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		<title>Congresso Brasileiro de Direito do Terceiro Setor</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 18:56:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O crescimento do papel desempenhado por entidades privadas sem fins lucrativos no desenvolvimento de atividades voltadas à defesa e à promoção dos direitos sociais, denominadas na Constituição Federal de 1988 de atividades de relevância pública, promoveu uma vigorosa renovação da disciplina jurídica existente sobre o próprio funcionamento dessas entidades e das parcerias mantidas com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento do papel desempenhado por entidades privadas sem fins lucrativos no desenvolvimento de atividades voltadas à defesa e à promoção dos direitos sociais, denominadas na Constituição Federal de 1988 de atividades de relevância pública, promoveu uma vigorosa renovação da disciplina jurídica existente sobre o próprio funcionamento dessas entidades e das parcerias mantidas com o Estado e a iniciativa privada nos últimos vinte anos.</p>
<p>Tratadas genericamente como entidades do Terceiro Setor, pelas diferenças que as singularizam do Estado (primeiro setor) e das entidades de fins lucrativos ou mercantis (segundo setor), as entidades sem fins lucrativos de fins públicos recebem recursos de fomento do Estado e da iniciativa privada, mas se submetem cada vez a maiores sujeições e limitações estabelecidas na legislação, com vistas à proteção dos recursos transferidos e a preservação do interesse público. Essas normas, freqüentemente detalhadas, ampliaram as fronteiras do direito administrativo brasileiro, constituindo um capítulo especial desta disciplina – o direito administrativo do terceiro setor -, ainda em fase de amadurecimento e definição mais clara dos seus institutos fundamentais.</p>
<p>Neste contexto, o I Congresso Brasileiro de Direito do Terceiro Setor, tendo como tema central o Direito do Terceiro Setor, reunirá, em dois dias de palestras e debates, juristas, administradores públicos e privados, além de gestores de entidades do terceiro setor, para uma avaliação abrangente da disciplina atual das entidade privadas de fins públicos no Brasil e dos instrumentos de parceria e fomento existentes, que as vinculam ao Estado, à iniciativa privada e outros atores sociais, considerando ainda os limites, controles e condicionamentos que devem respeitar para proteção do interesse público e a garantia da impessoalidade e responsabilidade social das suas ações.</p>
<p>Coordenação Científica<br />
Prof. Paulo Modesto (BA)</p>
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		<title>Um movimento a favor da Compaixão</title>
		<link>http://www.institutohr.org.br/um-movimento-a-favor-da-compaixao/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 13:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde 2008 há um movimento pelo mundo a favor da compaixão. São pessoas e instituições de diversas áreas inspiradas pela Carta da Compaixão que rege princípios em que todo ser humano, sem exceção, seja tratado com absoluta justiça, equidade e respeito. A Carta pela Compaixão é um documento que transcende diferenças religiosas, ideológicas e nacionais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Desde 2008 há um movimento pelo mundo a favor da compaixão. São pessoas e instituições de diversas áreas inspiradas pela Carta da Compaixão que rege princípios em que todo ser humano, sem exceção, seja tratado com absoluta justiça, equidade e respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">A Carta pela Compaixão é um documento que transcende diferenças religiosas, ideológicas e nacionais e que usa como base as contribuições dos principais pensadores de muitas tradições e inspira todo o mundo a agir com base na comunidade da compaixão.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo começou quando em fevereiro de 2008 Karen Armstrong, escritora inglesa, especialista em temas de religião, ganhou o Prêmio TED (<a title="blocked::http://www.ted.com/" href="http://www.ted.com/" target="_blank">www.ted.com</a>) e fez um pedido: ajuda para criar, lançar e propagar uma Carta pela Compaixão. Desde aquele dia, milhares de pessoas têm contribuído para o processo, para que em novembro de 2009, a Carta fosse revelada para o mundo, dando início ao movimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O Instituto Hartmann  Regueira afirma seu compromisso com a Carta pela Compaixão e convida você e sua instituição a participar. Veja a carta na íntegra abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais sobre a Carta pela Compaixão no site <a title="blocked::http://www.charterforcompassion.org/" href="http://www.charterforcompassion.org/" target="_blank">www.charterforcompassion.org</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="473" valign="top">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Carta pela Compaixão</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O princípio da compaixão </strong>é o cerne de todas as tradições religiosas, éticas e   espirituais, nos conclamando sempre a tratar todos os outros da mesma maneira   como gostaríamos de ser tratados. A compaixão nos impele a trabalhar   incessantemente com o intuito de aliviarmos o sofrimento do nosso próximo, o   que inclui todas as criaturas, de nos destronarmos do centro do nosso mundo   e, no lugar, colocar os outros, e de honrarmos a santidade inviolável de todo   ser humano, tratando todas as pessoas, sem exceção, com absoluta justiça,   eqüidade e respeito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É necessário também, </strong>tanto na vida pública como na vida privada, nos abstermos, de   forma consistente e empática, de infligir dor. Agir ou falar de maneira   violenta devido a maldade, chauvinismo ou interesse próprio a fim de   depauperar, explorar ou negar direitos básicos a alguém e incitar o ódio ao   denegrir os outros &#8211; mesmo os nossos inimigos &#8211; é uma negação da nossa   humanidade em comum. Reconhecemos que falhamos na tentativa de viver de forma   compassiva e que alguns de nós até mesmo aumentaram a soma da miséria humana   em nome da religião.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Portanto, conclamamos todos os homens e mulheres </strong>~ a restaurar a compaixão ao centro da moralidade e da religião   ~ a retornar ao antigo princípio de que é ilegítima qualquer interpretação   das escrituras que gere ódio, violência ou desprezo ~ garantir que os jovens   recebam informações exatas e respeitosas a respeito de outras tradições,   religiões e culturas ~ incentivar uma apreciação positiva da diversidade   religiosa e cultural ~ cultivar uma empatia bem-informada pelo sofrimento de   todos os seres humanos &#8211; mesmo daqueles considerados inimigos.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É urgente </strong>que   façamos da compaixão uma força clara, luminosa e dinâmica no nosso mundo   polarizado. Com raízes em uma determinação de princípios de transcender o   egoísmo, a compaixão pode quebrar barreiras políticas, dogmáticas,   ideológicas e religiosas. Nascida da nossa profunda interdependência, a   compaixão é essencial para os relacionamentos humanos e para uma humanidade   realizada. É o caminho para a iluminação e é indispensável para a criação de   uma economia justa e de uma comunidade global pacífica.</p>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A responsabilidade social de educar</title>
		<link>http://www.institutohr.org.br/a-responsabilidade-social-de-educar/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 20:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Boas maneiras são os óleos que lubrificam uma organização. Peter Drucker (Pai da gestão moderna) Ao refletir sobre o tema que me foi proposto, compartilho opiniões e pontos de vista de uma empreendedora social, com treinamento em terapia e pensamento sistêmico. A partir de minhas atividades práticas e do que venho observando, descobrindo e aprendendo , enfatizo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Boas maneiras são os óleos que lubrificam uma organização.</em><br />
<em>Peter Drucker (Pai da gestão moderna)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Ao refletir sobre o tema que me foi proposto, compartilho opiniões e pontos de vista de uma empreendedora social, com treinamento em terapia e pensamento sistêmico. A partir de minhas atividades práticas e do que venho observando, descobrindo e aprendendo , enfatizo componentes chaves de uma comunidade escolar socialmente responsável. A meu ver, o somatório dos itens abaixo são os lubrificantes de uma sociedade saudável, de uma escola saudável:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Relações respeitosas;</li>
<li>Atividades de construção comunitária;</li>
<li>Comunicação continuada de valores e temas fundamentais;</li>
<li>Processos escolares amplos para modelar e      ensinar;</li>
<li>Infusão desses processos nas áreas      curriculares;</li>
<li>Envolvimento significativo com os pais;</li>
<li>Participação, protagonismo e serviço      voluntário dos alunos;</li>
<li>Colaboradores da escola que entendem as suas      responsabilidades;</li>
<li>Programas de cuidados nas escolas e para a      vida: autocuidado, cuidado com o outro e cuidado com o ambiente;</li>
<li>Atos disciplinares congruentes;</li>
<li>Ambiente físico seguro e convidativo para a      presença e participação da comunidade.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A missão das escolas é educar seus alunos para se tornarem portadores de conhecimentos, profissionais competentes, cidadãos responsáveis, socialmente preparados, saudáveis, cuidadosos e que contribuam para a sociedade. Tudo isso me leva a crer que valores e atitudes, as boas maneiras enfatizadas por Peter Drucker, estão inseridos na veiculação do currículo escolar.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos um momento de dúvidas, violências e incertezas relacionadas ao nosso futuro aqui no Brasil e resto do mundo. Ética, transparência e sustentabilidade são palavras corriqueiras no nosso vocabulário diário. O desafio é traduzir esses conceitos para a convivência social, para o dia-a-dia de pessoas e organizações. Muitas vezes somos apressados para introduzir o tema da Responsabilidade Social nas escolas antes até de definirmos a abrangência do seu conceito na comunidade escolar. Como será possível facilitar a internalização desse processo e a sua tradução em práticas cotidianas?</p>
<p style="text-align: justify;">Um ótimo ponto de partida para a abordagem de qualquer aspecto da educação no Brasil é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Destaco dois artigos dessa lei que dá lastro e aponta rumos para a educação brasileira:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Art. 1º. </em></strong><em>A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>§ 1º. </em></strong><em>Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>§ 2º. </em></strong><em>A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">A educação é abrangente, desenvolve-se em vários territórios e convoca diversos atores sociais para seu sucesso. Educar é tarefa coletiva. Educação é responsabilidade de todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Focalizando especificamente a educação escolar, é importante reafirmar a importância social da escola e a vinculação da educação escolar com o mundo do trabalho e a prática social. A educação escolar não pode acontecer apartada da vida social e de seus desafios, inclusive os desafios da educação para a cidadania e da educação para valores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“Art. 2º. </em></strong><em>A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">A educação é dever prioritário da família e do Estado, mas é responsabilidade coletiva.  E mais: a educação, inclusive a educação escolar, deve se voltar para a formação da pessoa, do cidadão e do futuro trabalhador. Educação integral. Educação para o desenvolvimento pessoal, social e profissional do educando.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa demarcação de bases, propósitos e responsabilidades acontece para que possamos chegar à sala de aula e enfrentar um desafio formulado por muitas pessoas e que pode ser apresentado com uma interrogação: o professor deve ensinar os conteúdos específicos de sua disciplina ou deve se voltar para o ensino de cidadania, de valores?</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta, no terreno das convicções e dos propósitos, é simples: o professor deve se ocupar dos dois desafios embutidos nessa interrogação. Cuidar dos conteúdos específicos da matemática, da física, do português e também da educação para valores, para a cidadania. Um conteúdo não exclui ou substitui o outro. O complexo e urgente é a tradução prática dessas afirmativas. Como agir? Como fazer melhor?</p>
<p style="text-align: justify;">Os passos para a superação desse falso abismo são muitos, valendo a pena destacar três deles:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Desenvolver estratégias de trabalho que dêem      conta desse desafio pedagógico. Por exemplo, ensinar matemática de maneira      articulada com um trabalho de pesquisa sobre preços e formação para o      consumo responsável. Outra possibilidade: articular o ensino de biologia      com intervenções práticas para a preservação e o cuidado com o meio      ambiente; ou a utilização de pesos e medidas para a confecção de um bolo.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Investir na formação dos professores para o      desenvolvimento e aplicação de novas metodologias de trabalho. É preciso,      reconhecendo o potencial crítico do professor e o seu conhecimento da      realidade na qual está inserido, fortalecer o seu poder de inovação e      transformação;</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Oferecer condições dignas para a atuação      profissional do professor: remuneração, segurança, materiais,      equipamentos, intercâmbios, formação contínua e outros. Essa oferta de      melhores condições de trabalho vai potencializar a criatividade e o      empenho dos professores que já buscam novas soluções educativas e motivar      novos professores para o trabalho.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Por último, é fundamental, tendo a LDB como bússola e várias experiências exitosas em curso no Brasil como afirmação de caminhos possíveis, que o desafio de educar seja compartilhado pelas escolas, famílias, comunidades, meios de comunicação, centros de pesquisas, empresas e outros atores sociais. Professores, pais, educandos, pesquisadores, empresários e todos nós podemos, com um conjunto articulado de ações, aproximar a educação escolar dos desafios das comunidades onde escolas, crianças, adolescentes e jovens estão inseridos.</p>
<p style="text-align: justify;">A aplicação dos aprendizados na vida dos alunos, além dos muros da escola, é resultado de mudanças de posturas e práticas, sendo fundamental ter foco no potencial do educando e não em suas limitações, e buscar a genuína participação da família no processo educativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para nossa reflexão, focalizo um aspecto da vida escolar. Os murais colados nos corredores de uma escola com mensagens solidárias são apenas parte de um todo. É necessário sabermos lidar com os indícios de comportamentos violentos e mesquinhos, fofocas e calúnias, e celebrar sempre as qualidades e competências dos jovens para que eles percebam a diferença. Percebo ser comum o compartilhamento de problemas de alunos com pais e responsáveis. Será possível compartilhar sucessos e realizações ou estes são apenas o mínimo esperado da parte do aluno?</p>
<p style="text-align: justify;">Um simples bilhete poderá ter um grande impacto numa pessoa: &#8220;Percebi que você apanhou um papel no chão hoje pela manhã.&#8221;, ou, talvez, &#8220;Você ajudou seu colega a carregar os livros.&#8221;, ou quem sabe, &#8220;Você até defendeu alguém em público apesar de se expor ao risco de perder certos amigos.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Que impacto teria nos familiares desse aluno se eles também recebessem um bilhete positivo assim?</p>
<p style="text-align: justify;">Não existem territórios exclusivos para o desenvolvimento de trabalhos educativos voltados para o ensino de matemática, de português, de cidadania ou de fundamentos para a futura inserção no mundo do trabalho. Precisamos ter focos específicos, mas não exclusivos de atuação. Construir ações integradas, convergentes e complementares é o melhor caminho para uma educação de qualidade ao alcance de todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos fragmentar o processo educativo e dar fragmentos específicos para essa ou aquela instituição: família, escola, centros de formação profissional e outras. Não podemos trabalhar guiados por uma falsa dicotomia, aquela que tende a gerar práticas educativas que criam abismos entre os conteúdos específicos de determinada disciplina e a cidadania, os valores, a participação social. Criar espaços e oportunidades para a formação integral do educando –pessoa, cidadão e futuro trabalhador- é tarefa de todos.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Cecilia Regueira<br />
<strong>Diretora Executiva<br />
do Instituto Hartmann Regueira<br />
<a href="../">www.institutohr.org.br</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Publicado na Revista Presença Pedagógica, v.13 &#8211; n.78 &#8211; nov./dez. 2007</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Responsabilidade Social na Escola</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 20:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A prática de responsabilidade social, que é a forma como uma instituição conduz suas atividades de maneira que se torne co-responsável pelo desenvolvimento da sociedade, vem se expandindo pelo mundo e provocando mudanças no comportamento de empresas, governo e sociedade civil. A escola deve estar inserida nesse processo e comprometida com o desenvolvimento de capacidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>A prática de responsabilidade social, que é a forma como uma instituição conduz suas atividades de maneira que se torne co-responsável pelo desenvolvimento<br />
da sociedade, vem se expandindo pelo mundo e provocando mudanças no comportamento de empresas, governo e sociedade civil. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A escola deve estar inserida nesse processo e comprometida com o desenvolvimento de capacidades que permitam intervir na sociedade para transformá-la, já que um indivíduo com valores pode ser o início do caminho para um mundo melhor. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nessa perspectiva, a</em><em> Lastro Educacional entrevista a empreendedora social, </em><em>Cecilia Regueira,</em><em> que trabalha sempre buscando o que há de melhor nas pessoas e nas comunidades com as quais se relaciona.</em><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Cecilia Regueira é uma pessoa marcante. Conversar com ela é imergir no mundo de uma pessoa sensível à realidade brasileira, embora tenha vivido mais de 20 anos nos Estados Unidos. Terapeuta de Família, foi, em 2002, tocada pelas demandas de comunidades de alta vulnerabilidade social e transformou sua clínica em  uma ONG. Nascia, então, o Instituto Hartmann Regueira, com a missão de gerar riqueza social por meio do desenvolvimento de práticas de gestão e de empreendimentos sociais, inclusive dentro de escolas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lastro Educacional</strong>: Responsabilidade social (RS) é um termo que tem sido mais usado quando se trata de empresas. Por que, na sua perspectiva, o tema responsabilidade social deve estar na pauta das escolas?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cecilia Regueira</strong>: Trabalhar a responsabilidade social na escola é assumir o compromisso de fomentar a liderança nacional através da expansão da perspectiva educacional- é a educação holística- do pensar e do ser, num processo de ensino-aprendizagem mais integrado, que envolve conteúdo acadêmico e desenvolvimento social. A missão das escolas é educar seus alunos para se tornarem portadores de conhecimento e cidadãos responsáveis que contribuam para a sociedade, nela atuando de maneira cuidadosa e saudável. Se pensarmos no desenvolvimento sustentável, não há como não incluir essa pauta nas escolas. Só haverá desenvolvimento sustentável se houver responsabilidade social.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lastro Educacional</strong>:<strong> Lastro Educacional</strong>: O que significa ser um aluno socialmente responsável?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cecilia Regueira</strong>: Um aluno socialmente responsável necessariamente se comporta de uma forma mais engajada com seu entorno, empenha-se na busca de solução para problemas do seu dia-a-dia,  contribui para a resolução de conflitos e desenvolve práticas  que o ajudam a lidar com os outros e a superar situações de desafios sociais. É bom que os alunos possam nos dizer o que eles precisam fazer para agirem de forma responsável, porem é mais importante que eles ajam de forma responsável. É crucial para o sucesso de programas de responsabilidade social escolar que eles vão além da construção do conceito de comportamentos socialmente responsáveis; eles precisam promover os comportamentos propriamente ditos, como: passar do conceito de honestidade para o comportamento honesto, de cooperação para comportamento cooperativo, de tolerância para comportamento tolerante, de empatia para comportamento empático.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lastro Educacional</strong>: Nesse contexto, como você vê a escola?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cecilia Regueira</strong>:<strong> </strong>No mundo atual,<strong> </strong>as nossas escolas situam-se no coração das nossas vidas. Elas compartilham a responsabilidade de preparar os alunos em relação ao seu papel de pessoas socialmente responsáveis. A ordem social na qual vivemos hoje reside num balanço delicado entre direitos e deveres (responsabilidades) do cidadão. Essa ordem pode existir se a maior parte dos seus membros a possuir. Estamos em tempo de mudança de políticas educacionais para preparar nossos alunos para comportamentos pessoais e sociais mais construtivos. Essa mudança na política e no foco é chave para causar um impacto decisivo no problema da delinqüência juvenil. Esse resultado não pode ser produzido e nem mantido só com mudanças no sistema de justiça criminal. Negligenciar objetivos sociais pode afetar o bem-estar do indivíduo, particularmente em relação a significado, propósito e valores. É inestimável o valor do ensino da responsabilidade social nas escolas quando feito com base em alianças entre professores, administradores, pais e/ou responsáveis pelos alunos, alunos e demais membros da comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lastro Educacional</strong>: O professor está preparado para atuar nesse cenário?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cecilia Regueira</strong>: É mais fácil ensinar o conteúdo das disciplinas da grade curricular e, de forma mais geral, reconhecer, por exemplo, que a criança precisar aprender a ler, a escrever, a usar o computador e a ter algum conhecimento  do seu ambiente do que lidar com  a sua necessidade de autoconhecimento,  de construção de relacionamentos com outros e de controle sobre o que acontece a ela. Por outro lado, percebe-se, hoje, que muitos educadores estão confusos com relação a seu papel. Está cada vez mais comum ouvir professores dizendo que, entre ensinar o conteúdo de sua disciplina e ensinar cidadania, eles acham mais importante ensinar cidadania. Isso demonstra que eles não entenderam que cidadania não é conteúdo específico, que não é preciso deixar de ensinar o conteúdo de Matemática ao qual o aluno tem direito para se ensinar valores. Veja que há uma crise de identidade e de foco. Todos os alunos têm direito a aprender os conteúdos próprios de cada disciplina – apropriar-se desse conhecimento também é importante  para o exercício da cidadania. Se entendermos que ensinar cidadania suprime o ensino desse conteúdo, não compreendemos o sentido da inclusão. Se nossos alunos não desenvolverem as competências exigidas nesse conteúdo, correrão o risco de serem excluídos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lastro Educacional</strong>: Ensinar cidadania parece não ser fácil. Você vislumbra algum caminho?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cecilia Regueira</strong>: O ensino da cidadania democrática foca na democracia como estilo/valor de vida. Ensinar para a cidadania democrática implica ênfase a questionamento, escolha e ação. À medida que professores e alunos questionam determinado objeto de conhecimento, interagem com ele, dão significado ao currículo, à escola, à sociedade e confrontam problemas sociais. É papel do professor fomentar diálogos sobre iniqüidades e sobre as possibilidades de reconstruções sociais nas comunidades nas quais estão inseridos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós acreditamos que o questionamento, alimentado por um desejo por justiça social, deve ser orientado para uma ação reflexiva e para uma mudança positiva na sala de aula, na escola e na comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lastro Educacional</strong>: Como se pode auxiliar o professor nessa tarefa?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cecilia Regueira</strong>: Chamo a atenção para o fato de que qualquer forma de auxílio precisa ser definida com o próprio grupo de professores. Posso citar, porém, alguns caminhos. A criação de um ambiente de aprendizado e crescimento profissional continuado é um componente-chave para uma comunidade escolar socialmente responsável. O gestor da escola tem papel importantíssimo nesse processo, fomentando relações de apoio respeitosas, implementando com disciplina um apoio congruente aos professores, promovendo uma comunicação continuada de valores e temas fundamentais para a escola, criando estratégias para  envolvimento significativo com os pais, bem como  oportunidades de participação  e serviço voluntário do aluno. Isso contribui para que todos os colaboradores da escola entendam as suas responsabilidades e se construa um ambiente físico seguro e convidativo para todos os envolvidos. É preciso celebrar os professores que são curiosos sobre o ensino da responsabilidade social na escola e o vêm colocando em prática.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lastro Educacional</strong>: Quais os fatores que contribuem para a implementação da prática da responsabilidade social nas escolas?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cecilia Regueira</strong>: O propósito pessoal é o caminho para a mudança organizacional. Mas é preciso que do propósito pessoal se chegue a um desejo institucional, para que a mudança atinja a escola como um todo. Nesse sentido, o papel do gestor é fundamental, seja como aquele que valoriza as iniciativas pessoais de professores e alunos, seja como aquele que as promove e mobiliza toda a sua equipe para esse trabalho. Criar oportunidades para diálogo da equipe, para conversações sobre responsabilidade social na escola, e colaboração é crucial para a construção de um compromisso compartilhado. O gestor e seus professores têm a responsabilidade, como líderes da escola, de integrar uma linguagem universal dentro da sala de aula, já que os alunos têm diferentes códigos de ética e conduta. É preciso ouvir o que o aluno pensa, por que pensa daquela forma, perceber de onde ele vem, que crenças e valores possui. O comprometimento com a implantação da RS na prática escolar tem de ser prioridade de todos os envolvidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lastro Educacional</strong>: O Instituto que você fundou está lançando o <strong>PDG.org</strong> – Programa de Desenvolvimento em Gestão para Organizações de Terceiro Setor. Pesquisas mais recentes mostraram que gestão é uma das fragilidades das escolas. Também é uma fragilidade nas ONGs?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cecilia Regueira</strong>: É, sim. Foi por isso que concebemos o PDG.org. A Fundação Avina e o Instituto Unibanco são, com o Instituto  Hartmann Regueira, os patrocinadores desse Programa, que assume importância primordial ao desenvolver as competências de gestão das ONGs. O objetivo maior é maximizar os resultados de suas ações e projetos, beneficiando toda a sociedade. Trabalhamos conteúdos como gestão financeira; alianças, redes e parcerias; gestão de pessoas; planejamento, monitoramento e avaliação; governança, além de oferecer às ONGs um processo amplo de consultoria personalizada para tratar suas demandas específicas. Aproveito esta ocasião para, mais uma vez, agradecer à Lastro o apoio na produção gráfica do material de divulgação do PDG.org. Essa parceria foi muito importante para nós. Mas, em se falando de gestão nas escolas, uma das áreas que elas devem desenvolver é a de alianças e parcerias. Trabalhar junto com ONGs e empresas que estejam no seu entorno, por exemplo, pode fortalecer muito a escola. Outro ponto a se ressaltar é que a escola deve considerar as ONGs como potenciais parceiras de seus projetos, não apenas durante campanhas que realiza angariando material e outros  recursos junto aos alunos. Dessa maneira, os alunos poderão entender que essas organizações são meras recebedoras a quem se presta um favor. As ONGs têm competências específicas que podem ser agregadas à escola, e esta pode também contribuir para o fortalecimento dessas instituições.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lastro Educacional:</strong> Você gostaria de deixar alguma mensagem aos educadores?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cecilia Regueira:</strong><strong> </strong>As crianças aprendem o que vivenciam. Faço uso das palavras de Dorothy Law Nolte, para deixar minha mensagem a todos os educadores.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><strong>LASTRO EDUCACIONAL ENTREVISTA</strong><br />
Publicado na Revista Lastro Educacional, Ano IV – N.4 – Agosto/2007</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
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		<title>Gerenciamento das ONGs no Brasil ainda é incipiente</title>
		<link>http://www.institutohr.org.br/entrevista-com-cecilia-regueira-para-o-site-responsabilidadesocial-com/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 19:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A última edição de 2010 do Responsabilidade Social.com traz uma entrevista com a presidente do Instituto Hartmann Regueira (IHR), Cecília Regueira. A entidade mineira oferece soluções em gestão para investimentos sociais e já beneficiou organizações do terceiro setor todo o país. Na avaliação da especialista, o gerenciamento das ONGs no Brasil ainda é muito incipiente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.institutohr.org.br/novo2011/wp-content/uploads/2011/05/cecilia_regueira.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-83" title="cecilia_regueira" src="http://www.institutohr.org.br/novo2011/wp-content/uploads/2011/05/cecilia_regueira-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>A última edição de 2010 do  Responsabilidade Social.com traz uma entrevista com a presidente do  Instituto Hartmann Regueira (IHR), Cecília Regueira. A entidade mineira  oferece soluções em gestão para investimentos sociais e já beneficiou  organizações do terceiro setor todo o país.</p>
<p style="text-align: justify;">Na avaliação da especialista, o  gerenciamento das ONGs no Brasil ainda é muito incipiente e carece de  uma visão mais sistêmica de todo o processo. “É importante que os  financiadores e parceiros das organizações sociais invistam na sua  capacitação. Uma necessidade que percebemos é também a de fazer com que  muitos que investem em projetos sociais entendam que as organizações  sociais têm despesas fixas. É ainda raro encontrar investidores sociais  que admitem que as organizações insiram rubricas administrativas nos  projetos”, destacou.</p>
<p style="text-align: justify;">Cecília Regueira avaliou ainda os  investimentos sociais realizados no Brasil, apontou os principais  desafios para o terceiro setor nos próximos anos e antecipou os planos  da instituição para 2011. Acompanhe.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) Responsabilidade Social – A  senhora é a criadora do Instituto Hartmann Regueira (IHR) que tem por  missão fortalecer a gestão de instituições para que elas cumpram sua  missão social. A senhora pode explicar como esse trabalho é feito e  quais são as suas prioridades à frente da instituição?</strong><strong><br />
<strong>Cecilia Regueira</strong></strong> &#8211; Começamos o trabalho do IHR em 2003, desenvolvendo e executando  nossos próprios projetos com nosso pessoal interno. Logo percebemos que  havia inúmeras iniciativas notáveis, de terceiros (empresas, governo e  outras organizações sociais) e que, se nos juntássemos a elas,  poderíamos contribuir para a ampliação substancial da geração de riqueza  social delas decorrentes. Passamos a focar, então, na identificação de  investimentos sociais com potencial de impacto escalonável e de  parceiros com quem e para quem pudéssemos desenvolver estruturas,  métodos e processos que levassem a maior eficiência e eficácia dos seus  projetos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nosso negócio passou a ser oferecer  soluções em gestão para investimentos sociais e para a própria  sustentabilidade das empresas. Executar projetos desenvolvidos em  parceria com terceiros e o nosso Programa de Desenvolvimento em Gestão  (PDG.org) foram consequências naturais dessa visão. O PDG.org tem  contribuído notavelmente para o fortalecimento da gestão das  organizações sociais. Trata-se de um programa holístico, que integra  processos, transcende a formação individual, aborda a organização como  um todo e avança na aplicação prática dos seus conteúdos e na geração de  soluções para as diferentes áreas da organização, sempre com foco no  seu desenvolvimento em gestão, governança e transparência.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante da necessidade premente de  capacitar empresas, ONGs, conselhos municipais, etc., o PDG.org se  configura como um excelente instrumento para a auto-sustentação dos  investimentos sociais. Esse programa com seus recursos tecnológicos,  testados e aprovados, e com sua metodologia reconhecidamente eficaz,  pode ocupar o espaço de iniciativas dispersas e desordenadas,  contribuindo para o direcionamento focado dos recursos.</p>
<p style="text-align: justify;">Podem fazer uso do PDG.org aquelas  empresas cujos negócios afetam diretamente a vida de algumas cidades, e  que têm demonstrado desejo de fortalecer o capital social desses lugares  e, para isso, têm buscado investir na capacitação delas próprias, com  relação à eficiência e eficácia dos seus investimentos sociais, das ONGs  com as quais elas operam, e como forma de contribuir para a  implantação, ou a execução com sucesso, de políticas públicas relevantes  para suas áreas de atuação empresarial.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2) RS – Além do PDG.org, em que projetos e ações o instituto está envolvido atualmente?</strong><strong><br />
<strong>CR</strong></strong> &#8211; Temos o programa “Fórum de Investidores Sociais” (FIS), que é um  espaço de debates e compartilhamento de conhecimentos e experiências em  torno de temas como responsabilidade social e sustentabilidade. Por meio  dele, o instituto propicia a construção de articulações entre empresas,  organizações sociais e órgãos governamentais. Pela iniciativa, são  promovidos seis encontros anuais, com participação média, em cada um, de  150 a 200 pessoas. Desde 2003, mais de oito mil pessoas participaram  desta iniciativa.</p>
<p style="text-align: justify;">O instituto mantém, ainda, o “Universo  Social”, um programa destinado a profissionais dos três setores, que já  atuam ou desejam atuar na geração de riqueza social sustentável.  Trabalham-se temas como investimento social sustentável, elaboração e  gestão de projetos, comunicação, captação de recursos, gestão  econômico-financeira de organizações de terceiro setor, monitoramento e  avaliação de investimentos sociais, etc. A iniciativa é voltada para  indivíduos interessados, assim como empresas interessadas em fortalecer o  capital social dos lugares em que têm seus empreendimentos de negócios.  Recente participou do ciclo de capacitação a empresa AngloGold Ashanti.  A iniciativa já beneficiou 1.400 pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra ação de destaque é o “Projeto de  Fortalecimento da Educação Municipal (FEM)” concebido e desenvolvido  pelo instituto. O projeto visa contribuir para a melhoria da educação  municipal, fortalecendo a relação da educação com o processo de  desenvolvimento humano, social e econômico da comunidade. A proposta é  desenvolver uma alternativa de investimento em educação para o  município, que considere sua realidade, seus recursos e suas  necessidades, e que possibilite o melhor uso possível dos recursos do  Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de  Valorização dos Profissionais da Educação] maximizando os resultados  educacionais. Participam prefeituras municipais.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, destaco o “Programa de Educação  Profissional na Educação de Jovens e Adultos” (PEP EJA), da Fundação  Roberto Marinho, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de  Minas Gerais. A iniciativa visa capacitar alunos do ensino médio por  meio da qualificação profissional. A ação é realizada em 442 escolas da  rede estadual de Minas Gerais, distribuídas em 329 municípios. Compete  ao IHR elaborar e desenvolver todo o sistema de cadastro do programa;  coordenar 603 orientadores de aprendizagem; e elaborar e implementar a  gestão do sistema de monitoramento do programa. A iniciativa já  beneficiou mais de 24,1 mil alunos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3) RS – Em novembro passado, o  PDG.org On-Line recebeu o prêmio ARede de Inclusão Digital 2010 na  categoria Capacitação de Terceiro Setor. Qual a importância desse prêmio  para a instituição?</strong><strong><br />
<strong>CR </strong></strong>-  É um incentivo para continuarmos na nossa busca por excelência nos  nossos programas institucionais. É um reconhecimento pela qualidade do  nosso trabalho e se torna uma ferramenta de marketing para um programa  de desenvolvimento em gestão concebido e desenvolvido por uma  organização social para organizações sociais. Nós estamos expostos a  todos os leitores da revista “A Rede”. É um privilégio para nós.</p>
<p style="text-align: justify;">O PDG.org é um projeto avançado de  formação, com foco em gestão, destinado às instituições dos três setores  interessadas em aumentar a eficiência e eficácia de seus investimentos  sociais. É constituído de módulos de ensino, compostos de palestras e de  workshops, e de um amplo processo de coaching social para cada  organização participante.</p>
<p style="text-align: justify;">O programa tece, ainda, uma rede de  aprendizagem contínua para compartilhamento de experiências de gestão.  Apresenta-se nas modalidades presencial e semi-presencial. Atualmente, o  PDG.org tem clientes em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo,  Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Espírito Santo e já  beneficiou 1.590 pessoas de 23 organizações.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu destaco também o reconhecimento  público do trabalho realizado pelo IHR, por meio dos prêmios Troféu  Beija-Flor 2008, na categoria Instituição, devido aos trabalhos  realizados no PDG.org; e o Colar Objetivos do Milênio 2008, por ter  dedicado o ano de 2007 aos Objetivos do Milênio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4) RS – Quais as metas do instituto para 2011?</strong><strong><br />
<strong>CR</strong></strong> &#8211; Entre nossas metas para 2011, estão: aprimorar o modelo de negócios  sustentável da nossa organização; aumentar em 100% o número de  organizações e pessoas atendidas por nossos programas de capacitação;  expandir e fortalecer a nossa rede de parceiros nacionais e  internacionais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5) RS – O que a senhora entende por ‘responsabilidade social’?</strong><strong><br />
<strong>CR</strong></strong> &#8211; Quero destacar três linhas importantes e convergentes de  responsabilidade social. Numa visão ampliada da questão, todos os  cidadãos são corresponsáveis pelo desenvolvimento social: a construção  de soluções para a garantia de uma vida digna para todos. Todos nós, em  nossas comunidades, em nossos municípios, devemos participar ativamente  das iniciativas para a superação das mazelas sociais e a consolidação de  políticas públicas convergentes com os direitos de todos e as demandas  específicas dos diversos grupos sociais. É um compromisso ético  individual e intransferível.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o conceito de  responsabilidade social ganhou força com sua vinculação com as ações  empresariais: a responsabilidade social corporativa. Trata-se de outro  terreno vital de desenvolvimento de ações convergentes com a garantia de  direitos e construção de soluções para a geração de riqueza social e  para a melhoria das políticas públicas. As empresas expressam seu  compromisso ético com causas sociais mais abrangentes. Ou seja, as  empresas avançam do seu compromisso com a geração de empregos, o  pagamento de impostos e a geração de produtos e serviços para os  investimentos em programas e projetos ambientais, culturais, de  educação, de saúde, de promoção e defesa de direitos, dentre tantos.  Avançam, diversificam e fortalecem sua presença e atuação social.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa terceira frente de atuação, destaco  as organizações sociais, aquelas que expressam a organização e a  participação política da sociedade civil. Temos hoje um conjunto de  entidades socialmente responsáveis com forte presença nas comunidades,  que conduzem iniciativas criativas e de grande relevância social.</p>
<p style="text-align: justify;">Chamo atenção para a necessidade de  maior investimento nessas organizações, particularmente na sua formação  para a gestão. É o caminho para fortalecer sua sustentabilidade, ampliar  suas frentes de atuação e preservar sua criatividade e seu poder de  transformação social. Precisamos fortalecer todas as linhas de  responsabilidade social em nosso país, sejam cidadãos, empresas,  governos e organizações sociais para que esses desenvolvam ações  articuladas e convergentes para a melhoria da vida de todos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6) RS – Como a senhora avalia a  gestão das ONGs no Brasil? É possível afirmar que as instituições  brasileiras têm clareza, por exemplo, sobre o marco regulatório e  princípios gerenciais, que podem contribuir para a administração das  ONGs?</strong><strong><br />
<strong>CR</strong></strong> &#8211; A meu ver, a  gestão das ONGs no Brasil ainda está em processo de profissionalização  muito incipiente. É importante que os financiadores e parceiros das  organizações sociais invistam na sua capacitação. É comum ouvir líderes  sociais falando sobre a necessidade de revisão do marco regulatório, de  modo a contemplar a realidade das organizações sociais, e sobre a  necessidade de capacitação em princípios e ferramentas gerenciais. No  entanto, isso ainda se encontra mais no campo do discurso, menos na  prática. Talvez, por estarem quase o tempo todo focadas em sua  sobrevivência de curto prazo, essas organizações tenham dificuldade de  perceber a premência de investir nessas frentes para sua  sustentabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7) RS – Na sua opinião, quais os principais desafios para o terceiro setor no Brasil?</strong><strong><br />
<strong>CR</strong></strong> &#8211; O maior desafio que as organizações de terceiro setor enfrentam no  Brasil é o desafio da sustentabilidade. Sobreviver, crescer e perenizar  suas iniciativas é um trio de desafios centrais para a imensa maioria  das organizações sociais brasileiras. Esse desafio tem conexão direta  com a necessidade de profissionalização de gestores e aprimoramento  contínuo da gestão das organizações sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">O Instituto Hartmann Regueira reconhece  os desafios de formar gestores, implantar processos de gestão, criar a  cultura e a prática da gestão no terceiro setor e trabalha para criar  espaços e oportunidades de superação desses entraves. É preciso  fortalecer as organizações sociais e com isso garantir melhores  condições para que elas exercitem sua criatividade institucional, gerem  impactos de qualidade nas políticas públicas e alcancem mais comunidades  e cidadãos com seus projetos e ações.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma necessidade que percebemos é também a  de fazer com que muitos que investem em projetos sociais entendam que  as organizações sociais têm despesas fixas. É ainda raro encontrar  investidores sociais que admitem que as organizações insiram rubricas  administrativas nos projetos. É como se elas não precisassem pagar  contas de água, luz, telefone e aluguel.</p>
<p style="text-align: justify;">Os financiamentos dos projetos deveriam  também pagar, proporcionalmente, pelos custos da organização. Poucos  entendem que uma organização social pode ter superávit, pode ter  aplicação financeira para que, nos períodos de escassez, ela possa  manter sua equipe trabalhando para a criação de um novo modelo de  negócios que gere a sua sustentabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> <img src='http://www.institutohr.org.br/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> RS – Para a senhora, os investimentos feitos nas causas sociais nos últimos anos no país são suficientes?</strong><strong><br />
<strong>CR</strong></strong> &#8211; Os investimentos sociais feitos por empresas e pela sociedade civil  são ínfimos em relação ao PIB [Produto Interno Bruto] nacional, apesar  de existirem alguns exemplos notáveis aqui e acolá. Os investimentos  sociais de empresas hão de ser alinhados com a própria estratégia  empresarial da instituição, e sempre seguindo os princípios de  investimento responsável. Por exemplo, se o negócio da empresa envolve  produtos da Amazônia, os investimentos de cunho social dessa empresa  deveriam estar associados a toda a cadeia da sua atividade produtiva,  aos seus impactos na região e na população.</p>
<p style="text-align: justify;">Refiro-me a investimentos em educação,  saúde, formação de mão-de-obra, criação de oportunidades de trabalho e  geração de renda, enfim, uma visão mais ampla da sustentabilidade, que  não se limite à empresa em si, e que abranja o ambiente, o ecossistema,  as pessoas que a empresa impacta. Agora, existe ainda a necessidade de  se avaliar, de haver um monitoramento mais ativo, sistemático para se  poder medir a eficácia e a eficiência do investimento social que é feito  no Brasil. Essa, por sinal, é uma das soluções em gestão que o IHR  oferece.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Por Cynthia Ribeiro</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://www.responsabilidadesocial.com/article/article_view.php?id=1180" target="_blank">http://www.responsabilidadesocial.com/article/article_view.php?id=1180</a></p>
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		<title>Realizando juntos &#8211; Uma experiência vivida</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 19:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O voluntariado vem ganhando cada vez mais força e importância no Brasil e no mundo. Através dele milhares de pessoas estão ajudando a mudar a comunidade que vivem, buscando com seu tempo e trabalho resolver problemas que muitos preferem ignorar. O voluntariado é alguém que, como todo o mundo, vivia pensando nas coisas que gostaria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O voluntariado vem ganhando cada vez mais força e importância no Brasil e no mundo. Através dele milhares de pessoas estão ajudando a mudar a comunidade que vivem, buscando com seu tempo e trabalho resolver problemas que muitos preferem ignorar. O voluntariado é alguém que, como todo o mundo, vivia pensando nas coisas que gostaria que fossem mudadas, mas que decidiu agir, começando a construir essa mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é um dos motores do Instituto Hartmann Regueira e de sua diretora, Cecília Hartmann Regueira, exemplo de alguém que abraçou uma causa e foi fiel a ela, mantendo seu compromisso mesmo quando os parceiros os quais tinha iniciado o trabalho resolveram encerrá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua primeira experiência com o voluntariado foi aos 16 anos, quando, durante um período de intercâmbio nos Estados Unidos, ela foi voluntária em hospital. Depois enquanto o marido fazia mestrado, voltou aos EUA e foi voluntária no Museu de Arte da Filadélfia.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais tarde, voltaria a morar no estado americano de Connecticut, dessa vez com o marido e com os filhos pequenos. A escola pública na qual a Cecília matriculou as crianças era uma das melhores do país, graças principalmente a atuação da Associação de Pais, que estimulava a participação da família no processo educacional. Formada em arquitetura e com experiência de voluntária no Museu de Arte da Filadélfia, Cecília se candidatou a complementar o currículo das crianças com aulas de história da arte.</p>
<p style="text-align: justify;">Com um grupo de cinco ou seis mães, ela pesquisava, estudava e preparava as aulas. Sempre que possível, levava os filhos e a turma deles para visitar museus e exposições de arte. Além disso, organizava excursões à Bolsa de Valores de Nova York e a outras instituições financeiras, para ilustrar a aula de experiência bancária que o marido oferecia as crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">“Eu via essa relação como uma troca: disponibilizava meu tempo, e, em troca, meus filho recebiam uma educação de qualidade”, explica. “Da mesma forma, no Museu de Arte da Filadélfia, eu me oferecia para trabalhar em determinado horário, e, em troca podia ver todas as exposições.”</p>
<p style="text-align: justify;">O trabalho voluntário passou a fazer parte também da sua vida profissional quando, ao completar o curso de Terapia de Família, ainda nos Estados Unidos, ela precisou cumprir mil horas de trabalho não remunerado para se graduar, e outras quinhentas horas supervisionadas para comprovar ao Estado que podia exercer a profissão. Trabalhou então, como voluntária, na penitenciária de New Haven, ajudando os presos que estavam para ser liberados e sua família.</p>
<p style="text-align: justify;">De volta ao Brasil, Cecília se deparou com uma realidade bem diferente da que vivia no exterior., principalmente em relação à violência das grandes cidades. Decidiu que montaria uma clínica de terapia de família e, logo que possível, criaria uma ONG para ajudar pessoas que não puderam pagar um tratamento de saúde mental.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de colocar em prática a idéia da ONG, ela foi convidada, em novembro de 2001, a fazer parte de um projeto da Escola Municipal Belo Horizonte, localizada na Pedreira Prado Lopes, uma das regiões mais afetadas pelo tráfico de drogas da capital mineira.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma equipe multidisciplinar coordenada pela Secretaria de Educação de Belo Horizonte ajudaria a escola a repensar seu projeto político-pedagógico.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro passo de Cecília foi tentar conhecer a comunidade, entender por que aquelas crianças depredavam a própria escola. Guardou o relatório que recebeu da Secretaria de Educação. “Eu não queria saber como a comunidade era vista. Queria ouvir o que ela tinha a dizer”, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Para reunir as crianças, ela visitou a pedreira e propôs que no dia seguinte fosse feito um mutirão para plantar um jardim na escola. Menos de 24 horas depois, lá estavam cinqüenta crianças prontas para ajudar. Os críticos dizia que elas estavam pensando no cachorro-quente e no refrigerante que ganhariam para participar do projeto, mas Cecília viu com bons olhos a ação dos voluntários. “É claro que tinha que ter um lanche, ninguém ia ficar um dia inteiro trabalhando sem comer, mas o importante foi as crianças se oferecerem para a ajudar a melhorar a escola”, analisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em março de 2002, pouco mais de três meses depois de ser convidada para fazer parte do projeto Cecília recebeu a notícia de que ele seria cancelado. Indignada, ela decidiu que seu trabalho com a comunidade da Pedreira Prado Lopes não terminara ali. “Qualquer ação em uma área como a Pedreira é um grande desafio, e não pode esperar resultados rápidos, porque a comunidade demora a responder mesmo. Essas pessoas convivem com a morte, com tiroteios, falta de confiança, há uma depressão generalizada”, observa.</p>
<p style="text-align: justify;">Ciente de que não poderia abandonar o barco, Cecília transformou a clínica que havia montado no Instituto  Hartmann Regueira e passou a usar seu tempo e sua competência para ajudar organizações não-governamentais e comunidades carentes. Na pedreira Prado Lopes, ela começou o trabalho incentivando a criação da Associação de Pais da Escola Municipal Belo Horizonte. Os alunos também foram estimulados a formar grupos, e atualmente cerca de 25 adolescentes se reúnem em um curso de capacitação de jovens lideranças.</p>
<p style="text-align: justify;">Para as crianças, uma idéia dada por uma aluna da escola foi colocada em prática. O Circuito da Criança acolhe os jovens durante o período de férias, oferecendo atividades variadas e evitando que eles fiquem na rua nessa época. É uma espécie de colônia de férias, da qual participam alunos da Escola Municipal Belo Horizonte e de outras escolas da Pedreira.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje os projetos são propostos pela própria comunidade, com o apoio do Instituto Hartmann Regueira, de seus parceiros e voluntários. A associação de Pais que Cecília ajudou a criar já trabalha capacitando outras escolas da região. “Eu sei que quando eles tiveram um problema, vão me procurar, mas isso mostra o sucesso do projeto: eles sentem que o seu trabalho vale a pena, e querem ajudar outras escolas a colocar em prática um trabalho semelhante”, explica. “E eu fico satisfeita de estar dando certo, porque também não quero ficar no mesmo lugar. Quando sentir que a comunidade não precisa mais de mim, vou para onde eu seja necessária.</p>
<p style="text-align: justify;">Cecília gosta de se referir a Pedreira Prado Lopes como a pedra fundamental de seu trabalho comunitário no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela viveu experiências de voluntariado em diversos momentos da sua vida. De cada um deles tirou um aprendizado, que agora coloca em prática no Instituto  Hartmann Regueira. “Por outro lado, há diversas razões para as pessoas serem voluntárias. A meu ver, trata-se de uma relação de Barter, isto é: eu faço algo e recebo algo em troca, seja reconhecimento público, bem-estar pessoal, espiritualidade, conforto por algum sentimento de culpa, benefício político, etc. Ao longo da minha vida, recebi benefícios mensuráveis do meu trabalho voluntário: melhor escolaridade para meus filhos, a experiência prática profissionalizante sob a supervisão dos meus mentores de pós-graduação, o fato de estar hoje mais bem inserida na comunidade e na cultura de um país diferente daquele onde cresci”, diz ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Cecília, é importante disseminar o conceito de que nós – cada indivíduo, cada célula – temos poder de impactar o sistema, pontualmente ou de forma abrangente. Cada voluntário contribui singularmente através de sua competência específica, ou de um bem material, de recurso financeiros, intelecto, carinho e dedicação, etc. Ela acrescenta: “Quanto mais trabalho voluntário, melhores voluntários nos tornamos. Realmente, existe uma curva de aprendizado no exercício do voluntariado.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela resume a sua vivência no terceiro setor da seguinte forma:</p>
<p style="text-align: justify;">“Hoje, depois desses anos todos de voluntariado, estou aprendendo a ser uma empresária social. Não me sinto bem quando as pessoas se referem a mim como “uma pessoa boa” ou “desprendida”. Eu faço o que faço não por caridade ou para ganhar um lugar junto ao Criador (isso, por sinal, todos nós já temos&#8230;). Minhas motivações e desafios são semelhantes aos de empresários do setor privado, no sentido de prover  produtos e serviços que preencham necessidades econômicas e sociais que identifico. Meu objetivo não é financeiro, além de sustentação do Instituto Hartmann Regueira, mas criar investimentos sociais cujos resultados sejam mensuráveis a partir de padrões específicos. O instituto empreende projetos sociais em conjunto com pequenas e médias empresas, procurando alinhar a estratégia empresarial de cada uma delas com seu respectivo balanço social. Hoje, o instituto age localmente, mas visualizo a possibilidade de esses projetos serem eventualmente replicados pelo Brasil afora. Então, por que faço o que faço? Pelo desafio pessoal de realizar o que advogo: que cada cidadão e cada cidadã invistam suas competências como voluntário ou voluntária, dentro do tempo que se pode tornar disponível, por meio de uma relação de troca equilibrada, um verdadeiro ganha-ganha. Para mim é gratificante contribuir para oportunidades que, sem o trabalho e a dedicação de nossos Voluntários – com V maiúsculo – certamente não existiriam para aquelas pessoas, para aquelas comunidades”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nísia Duarte Werneck<br />
Consultora</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Letícia Miraglia</strong><br />
Jornalista</p>
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		<title>Telecurso® e Tecendo o Saber®</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 14:48:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Dando oportunidades iguais a quem a vida deu caminhos diferentes. Em um espaço colaborativo de valorização dos saberes e de respeito às diferenças, sempre respeitando o ritmo de compreensão e o contexto social de cada aluno, o Telecurso® e do Tecendo o Saber® acontecem para dar oportunidades iguais a quem a vida deu caminhos diferentes. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Dando oportunidades iguais a quem a vida deu caminhos diferentes.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em um espaço colaborativo de valorização dos saberes e de respeito às diferenças, sempre respeitando o ritmo de compreensão e o contexto social de cada aluno, o Telecurso® e do Tecendo o Saber® acontecem para dar <em>oportunidades iguais a quem a vida deu caminhos diferentes.</em></p>
<p><a href="http://www.institutohr.org.br/projetos-realizados/telecurso%C2%AE-e-tecendo-o-saber%C2%AE/"><em>Clique aqui para mais informações sobre o </em>Telecurso® e Tecendo o Saber®.</a></p>
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